Resenha - Outlander - A Viajante do Tempo

        


        Romance, guerras e viagem no tempo – termos que aparentemente não possuem nada em comum, mas, no entanto, se unem perfeitamente para formar a trama da saga Outlander da americana Dianna Gabaldon.

        No primeiro volume da série – A Viajante do Tempo – somos apresentado a Claire, uma enfermeira que esteve na Segunda Guerra e agora, de volta ao lar, tem a missão de se reaproximar do marido após longos meses separados.

        Com o intuito de ter uma segunda lua de mel, os dois partem para Inverness, nas Ilhas Britânicas, porém chegando lá Frank, marido de Claire e historiador, passa a maior parte do tempo em busca de documentos antigos que provem a presença de seus antepassados naquela região.
        
        Frustrada com a falta de interesse de seu marido, ela decide explorar a cidade guiada por seu novo hobby, o estudo de ervas medicinais quando, durante um desses passeios se vê diante de um misterioso circulo de pedras. Atraída até o local, algo surpreendente acontece e nossa heroína é misteriosamente transportada no tempo e agora encontra-se duzentos anos no passado.

        Sem se dar conta do que aconteceu, ela acorda e busca a estrada de volta para a cidade, porem sem sucesso. Ficando cada vez mais intrigada, ela adentra a floresta até encontrar um grupo de soldados ingleses que a ameaçam. Indefesa diante do inimigo, Claire tenta lutar até que é salva por um misterioso guerreiro escocês que a leva até seu grupo de homens que estão escondidos por perto. Aos poucos ela vai juntando as peças do quebra cabeças e chega a conclusão de que não está mais em 1945 e sua missão agora é voltar ao circulo de pedras e de volta ao seu tempo.

        É nesse momento que conhecemos Jaime, jovem guerreiro escocês que passa a protegê-la. Dividida entre seu marido Frank e o crescente desejo por esse homem misterioso, ela se verá diante da decisão mais difícil da sua vida e a escolha mudará de vez o seu destino.

“Parecia inconcebível, mas todas as evidências indicavam que eu estava em algum lugar onde os costumes e a política do final do século XVII ainda vigoravam. Eu teria imaginado que tudo não passava de algum tipo de espetáculo á fantasia, se não fosse pelos ferimentos do jovem a quem chamavam de Jaime. Aquele ferimento fora realmente provocado por algo muito semelhante a um tiro de mosquete, q julgar pelos estragos que deixara.”

        A estória é narrada em primeira pessoa pela enfermeira e alterna entre momentos de diálogos longos e pensamentos e conflitos internos da própria narradora. A descrição do ambiente é precisa bem como a aparência e personalidade dos personagens o que faz com que o leitor vivencie cada momento, recriando com precisão os locais descritos.

        Por ser um livro longo, essa riqueza de detalhes, em alguns pontos se tornam repetitivas e podem acabar incomodando alguns leitores. Eu particularmente me incomodo um pouco com o excesso de romantismo em algumas partes, mas, nada que prejudique a incrível experiência da leitura.

“ Beijei seu rosto, úmido e salgado. Podia sentir seu coração batendo contra as minhas costelas e não desejava mais nada além de ficar ali para sempre, sem me mover, sem fazer amor, apena respirando o mesmo ar.”

        Não sou a maior fã de livros românticos, mas esse me cativou profundamente por não girar apenas em torno do casal e sim, de todo em conflito por terras e poder, mesclando fatos históricos com elementos fictícios.

        Terminei o livro muito apegada aos personagens e com muita vontade de seguir nessa jornada.


Sobre o Autor


        Diana Gabaldon cresceu no Arizona, Estados Unidos, e é de ascendência mexicano-americana e inglesa. Tem formação em Zoologia, Biologia Marinha e Ecologia. Foi professora universitária durante mais de doze anos antes de se dedicar à escrita em tempo integral. Sua série Outlander se transformou em um enorme sucesso mundial e foi adaptada para a TV em 2014. Atualmente Diana mora em Scottsdale, no Arizona.




Cíntia Furtado



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